Técnica de Detecção de Cadeias Livres no Soro

A técnica de detecção de cadeias leves livres no soro é capaz de detectar cadeias leves livres quando seus níveis no sangue são normais (não elevados). É importante saber que estas técnicas podem detectar níveis ligeiramente aumentados de cadeias leves livres inclusive quando estes níveis são indetectáveis por EPS (eletroforese de proteínas séricas) ou IFE (imunofixação por eletroforese). Isto quer dizer que o mieloma múltiplo pode ser detectado mais precocemente do que é possível através da EPS (eletroforese de proteínas séricas) e IFE (imunofixação por eletroforese) e é particularmente útil em situações em que o mieloma produz somente pequenas quantidades de cadeias leves.

A técnica de cadeias leves livres é melhor realizada no soro do que na urina como conseqüência do efeito de filtragem dos rins. Parte da função normal dos rins é prevenir a perda de proteínas do corpo para a urina. Como resultado, um nível alto de proteína-M pode ser detectado no sangue antes que na urina.

Assim, a técnica de cadeias leves livres pode substituir a necessidade de se realizar estudos na urina para o diagnóstico inicial do mieloma múltiplo e doenças relacionadas; entretanto os estudos da urina são importantes como parte do monitoramento seriado. A técnica de detecção de cadeias leves livres é mais sensível no soro; a amostra de urina de 24hs é difícil de coletar e transportar, a amostra é mais difícil de armazenar do que o soro. Os estudos de urina, entretanto, demonstram outros aspectos do mieloma, como o dano renal.

Tal como outros testes que detectam a proteína-M, a técnica de cadeias leves livres tem vantagens e inconvenientes. Como já discutimos previamente, uma vantagem é a maior sensibilidade em relação à EPS (eletroforese de proteínas séricas), EPU (eletrofores de proteínas na urina) e IFE (imunofixação por eletroforese). Outra vantagem é que a técnica de cadeias leves livres nos soro é automatizada, e portanto, requer menos tempo para sua realização no laboratório do que a EPS (eletroforese de proteínas séricas), EPU (eletroforese de proteínas na urina) e IFE (imunofixação por eletroforese). Entretanto, embora a técnica de cadeias leves livres seja excelente para a detecção de cadeias leves livres, ela não consegue detectar a imunoglobulina completa. Alguns tipos de mieloma secretam somente a imunoglobulina completa. Portanto frequentemente é melhor realizar a EPS (eletroforese de proteínas séricas) e a IFE (imunofixação por eletroforese) para detectar níveis elevados das imunoglobulinas completas junto com a técnica de cadeias leves livres no soro para detecção das cadeias leves livres.

Em pacientes com mieloma que produz somente cadeias leves (mieloma Bence Jones), há uma quantidade aumentada de cadeias leves Kappa ou Lambda, dependendo da cadeia leve produzida pelo mieloma. Mas o excesso de cadeias leves pode também ocorrer em maior ou menor extensão, em todos os tipos de mieloma, não só no mieloma de Bence Jones ou de cadeias leves. Por isso a medição das cadeias leves livres pode ser usada para diagnosticar e monitorar a grande maioria de pacientes com mieloma, independente do subtipo de mieloma.

Fonte: International Myeloma Foundation / Fundação Internacional do Mieloma


Compartilhe no Facebook

Digite abaixo seu endereço de email para ficar informado sobre novidades, pesquisas clínicas, notícias e novos tratamentos. (Seu e-mail não será divulgado).
Após digitá-lo, clique em ENVIAR

Feito isso, acesse seu e-mail e confirme a mensagem que enviaremos até você



Eletroforese de Proteínas no Soro e na Urina

Os dois testes que têm sido utilizados amplamente para medir a proteína-M e para monitorar a resposta ao tratamento são as Eletroforese de Proteínas no Soro (EPS) e Eletroforese de Proteínas na Urina (EPU). A proteína-M é identificada como um “pico” na eletroforese de proteínas do soro (EPS) ou no traçado da eletroforese de proteínas na urina (EPU) (veja a figura 2). A EPS e EPU medem a quantidade de proteína-M em uma amostra, mas não podem identificar o tipo de proteína-M que está presente. Isto é, o teste não identifica o subtipo, se é IgG kappa, IgA lambda, etc (tabela 1).

figura 2

Fonte: International Myeloma Foundation / Fundação Internacional do Mieloma

 

Quais exames são necessários para diagnosticar o mieloma múltiplo? por Dr Roberto Magalhães

bone marrow

eletroforese de proteínas

Ao diagnóstico todos os exames listados abaixo são recomendados:

Hemograma, creatinina, cálcio, ácido úrico, proteínas totais e frações.

Beta 2 Microglobulina

Eletroforese e imunofixação de proteínas no soro e urina de 24h

Estudo radiológico de esqueleto (crânio, coluna vertebral, tórax, bacia, membros superiores e inferiores)

Aspirado e/ ou biópsia de medula óssea em crista ilíaca posterior

Dedico estas informações especialmente para pacientes com mieloma múltiplo recém diagnosticado.

Sejam fortes e lutem contra essa doença!
Um abraço

Shirley Rosa – São Caetano do Sul – SP

Atendendo com muito carinho, segue abaixo um pouco da minha história.

Através de exames de rotina descobri em fevereiro de 2007 um Mieloma Múltiplo. Não tinha nenhum sintoma, mas o Hemograma deu alterado. Procurei um hematologista que pediu vários exames, sangue, urina, rx do tórax e crânio.

Continuar lendo

Atingindo mais os idosos, mieloma múltiplo é ainda pouco conhecido

Doença é discutida no Congresso da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), no Rio de Janeiro Foto: Marília Banholzer/NE10

Doença é discutida no Congresso da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), no Rio de Janeiro
Foto: Marília Banholzer/NE10

Marília Banholzer Do NE10 | Enviada especial*

RIO DE JANEIRO – Mieloma múltiplo, também conhecido como câncer no sangue, é o principal tema do Congresso da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), realizado no Hotel Windson Barra, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O evento é um espaço para que médicos da América Latina discutam diagnóstico e tratamento dessa doença que não tem cura, mas que, de acordo com os especialistas, deve ser acompanhada com muita atenção para que possa ser oferecida uma sobrevida maior ao paciente. O encontro teve início nessa quinta-feira (8) e segue até o domingo (11).

Continuar lendo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...