Definição do Mieloma Múltiplo, segundo a Associação Portuguesa de Linfomas e Leucemias

MIELOMA MÚLTIPLO

O Mieloma múltiplo é uma doença do sangue, maligna, que se desenvolve a partir de células sanguíneas denominadas plasmócitos. Estas células do sistema imunitário têm origem na medula óssea, que é o sítio onde se dá a produção de todas as células sanguíneas, e que se localiza no interior de alguns ossos (longos, vértebras e esterno). No mieloma, os plasmócitos produzem grandes quantidades de proteínas malignas, em vez de produzirem anticorpos que são benéficos para o ataque às infeccções. É muitas vezes esta proteína maligna, ou monoclonal, que é detectada e monitorizada quando a doença é descoberta.

Continuar lendo


Compartilhe no Facebook

Digite abaixo seu endereço de email para ficar informado sobre novidades, pesquisas clínicas, notícias e novos tratamentos. (Seu e-mail não será divulgado).
Após digitá-lo, clique em ENVIAR

Feito isso, acesse seu e-mail e confirme a mensagem que enviaremos até você



O que é Mieloma Múltiplo?

O Mieloma Múltiplo (MM) é uma doença do sistema imunológico, que se inicia nas células plasmáticas (ou plasmócitos). Estas células, no organismo saudável, são
responsáveis pela produção de imunoglobulinas, que são anticorpos naturais
contra as infecções. Os plasmócitos mielomatosos produzem imunoglobulinas
anormais, que não exercem função de defesa.

As alterações encontradas no MM decorrem de 2 fenômenos básicos:
O crescimento indiscriminado de plasmócitos na medula óssea sobrecarrega a
medula óssea e suprime a produção das demais células, causando  anemia (por
redução na produção de hemácias), hemorragia (por redução de plaquetas) e
ainda, comprometendo a imunidade do paciente, por redução na produção de
leucócitos.

O Acúmulo de imunoglobulina no sangue periférico torna o sangue muito viscoso
e com dificuldade de circular. Essa imunoglobulina é conhecida como proteína M
(M de monoclonal, ou seja, produzida por um grupo de células malignas). Imunoglobulinas incompletas, chamadas cadeias leves podem ser excretadas na urina (proteínas de Bence Jones) depositando-se nos rins e causando lesão dos mesmos.

Brasil é atrasado no diagnóstico do mieloma múltiplo

Doença, espécie de câncer da medula óssea, é causada por longas exposições à poluição tóxica e atinge quase 10 mil pessoas por ano na América Latina

O Brasil é bastante atrasado no diagnóstico e no acompanhamento de pacientes que sofrem de mieloma múltiplo, uma espécie de câncer da medula óssea pouco conhecida e sem cura que atinge quase 10 mil pessoas a cada ano na América Latina. As vítimas são pessoas idosas acimas de 60 anos, mas tem sido registrado casos de pacientes mais novos, inclusive crianças. O alerta foi dado pela Internacional Myeloma Foundation (IMF), que lançou no Rio de Janeiro a campanha “Time to Live”, em prol da conscientização sobre a doença.

Continuar lendo

Medicina pode chegar à cura do mieloma múltiplo dentro de uma década

Especialista que participou de congresso na Holanda comenta avanços no tratamento

Após participar do Congresso da Sociedade Europeia de Hematologia, em Amsterdã, na Holanda, a médica Rosane Bittencourt, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), observou que houve uma consolidação de vários estudos sobre o melhor tratamento para os pacientes. Especialista em mieloma múltiplo e síndromes mielodisplasicas (SMD), ela diz acreditar na possibilidade de cura da doença, no entanto, dentro de uma década ou mais.

— Esses estudos mostraram que não há nenhuma dúvida de que o tratamento dos pacientes com mieloma deve incluir fármacos como bortezomibe e lenalidomida, que aumentam a sobrevida e melhoram a qualidade de vida dos pacientes — comenta.

O mieloma múltiplo (MM), é uma doença que acomete principalmente pessoas idosas e se desenvolve a partir da proliferação anormal de plasmócitos, células produtoras de anticorpos. É a segunda doença oncohematológica em incidência no mundo e pode afetar os ossos, o rim e a medula óssea.

Segundo a Fundação Internacional do Mieloma (IMF), há cerca de 750 mil pacientes de MM no mundo, e o número cresce. Só nos Estados Unidos, surgem 21 mil casos por ano.

No Brasil, não há estatísticas exatas, mas segundo o presidente da Associação Ítalo-Brasileira de Hematologia e diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Angelo Maiolino, surgem 10 mil novos casos por ano no país. São cerca de 30 mil pacientes em tratamento no Brasil, sendo que 80% deles têm mais de 60 anos de idade.

Fonte: Zero Hora – http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2012/06/medicina-pode-chegar-a-cura-do-mieloma-dentro-de-uma-decada-3798829.html

Pacientes com câncer cobram da Anvisa registro imediato de medicamento no Brasil

Portadores de mieloma múltiplo, tipo de câncer de medula óssea, cobram da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação da entrada do medicamento lenalidomida no país. A Fundação Internacional de Mieloma da América Latina  (IMF, em inglês), entidade que representa os doentes em 108 países, entregou à agência reguladora abaixo-assinado com 22 mil assinaturas de pacientes e parentes que reivindicam o registro imediato do remédio no Brasil.

Continuar lendo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...